segunda-feira, 4 de setembro de 2023

 COMO CONSEGUEM?



Diariamente, como milhões de outras pessoas, dirijo meu carro pelas ruas da cidade, e às vezes me pego observando coisas que alguns motoristas, se é que se pode chama-los de “motoristas”, fazem no trânsito.

Vou enumerar algumas, e depois irei me ater a uma em especial, que se relaciona com a pergunta tema.

1.       Dirigir e digitar ao celular ao mesmo tempo (não conseguem sequer andar a pé fazendo isso sem tropeçar e até cair);

2.       Dirigir digitando e olhando no espelho retrovisor sem sequer olhar para frente (e que se cuidem os infelizes que trafegam à frente desses seres);

Vou citar apenas estas duas para não me alongar demais, mas a que deu origem a pergunta tema foi:

DIRIGIR COM O PÉ NO FREIO

Peço que observem atentamente aqueles carros que estão à sua frente numa rua reta, sem aclives ou declives, pouco trânsito, daquelas que são impossíveis de ultrapassar o sujeito que está a sua frente, e ele transitando a 20 KM/H, com as luzes de freio acesas...;

Isso mesmo, durante o dia, faróis apagados, mas as luzes de freio brilhando a ponto de ofuscar quem está trafegando atrás dessa criatura.

Hoje, me vi sendo obrigado a trafegar atrás de um desses seres estranhos e com capacidade fenomenal de dirigir com o pé no freio.

Ora, se as luzes de freio estão acesas, é porque a criatura está pisando no freio, o que faz com que o carro tenha a tendência a parar, mas incrivelmente os carros desses seres abjetos não para, continua seguindo, muito lentamente, tão lentamente a ponto de eu ter notado um pedestre ultrapassar todos os carros que estavam na fila atrás do f... da pu... (ops, quase xinguei)...

E era um carro relativamente novo, provavelmente ano 2022, não estava com problemas de freio, pois em alguns momentos o ser que o conduzia tirava os pés, dava uma aceleradinha e novamente voltava a acionar os freios a ponto de quase parar totalmente, e seguiu assim pelos quatro quilometro da avenida...

Comentei com minha esposa a meu lado:

- Será que ele dirige com um pé no freio e outro no acelerador?

Pois depois que saímos da avenida e adentrei pela tranquila rua de minha casa, também reta, sem aclives ou declives e sem trânsito, resolvi encostar levemente o pé no pedal de freio, e meu carro após uns 20 metros foi diminuindo, começou a dar pequenos trancos, e se eu não tirasse o pé do freio iria parar e apagar o motor.

Assim, fica a pergunta:

COMO CONSEGUEM?

Por favor, se alguém souber e puder me ajudar a entender isso, ficarei muito grato.

Sou autor do Livro CRIATURAS URBANAS – NÃO DOI MAS IRRITA (https://www.shoptime.com.br/produto/7077051762), publicado pelo Clube de Autores, e que trata de algumas dessas criaturas que fazem coisas absurdas no trânsito, tipo fazer bolinhas de meleca de nariz e depois jogar pela janela, e a tal bolinha entrar pela boca de um motoqueiro desprevenido que vem pelo corredor de boca aberta...

Assim, se me ajudarem a descobrir como essas criaturas conseguem dirigir com o pé acionando o freio sem que o carro pare, me avisem, ajudem a fazer a segunda edição do meu Livro.

J. Uanderley Vaz

Jornalista Independente

Registro MTE Nº 0092372/SP

 


quinta-feira, 29 de junho de 2023

BUZINA NÃO É FREIO

 

BUZINA NÃO É FREIO.

 

Diariamente ao circular pelas Ruas de uma grande cidade como São Paulo ou outra, estando a pé, de moto, carro ou mesmo de ônibus, nos deparamos com sons de buzinas de motos, carros, ônibus, todos fazendo uso desse sinal sonoro de forma inadequada e por motivos que não justificam o seu uso.

Na grande maioria das vezes podemos ouvir acompanhando o som das buzinas, os xingamentos de motoristas, motociclistas e até mesmo de pedestres, todos demonstrando irritação, desagrado, e até mesmo desrespeito para com o Direito do outro.

Vejo isso com profunda tristeza, pois em meio a isso posso ver crianças assustadas, curiosas, e aprendendo de forma errada a como se portar com seu próximo nas ruas, e isso se enraizará na mente de nossos pequenos futuros lideres em suas áreas de formação.

Ao mesmo tempo em que ouço os sons mencionados, não raramente ouço outro som que me causa arrepios, e que geralmente após o som das buzinas nervosas e dos xingamentos, acontece... O ruído das freadas tardias e da consequente colisão, ou de um corpo sendo atingidos por um veículo, e em seguida, gritos de dor, de desespero e de pedidos de socorro.

Quantas vezes, como Instrutor de Primeiros socorros, acabei por ser o prestador dos primeiros atendimentos a um motociclista caído, com fraturas, escoriações, ou de um pedestre muito ferido, e apesar de prestar o primeiro socorro com amor e carinho ao meu próximo, uma profunda tristeza me enche o coração.

E porquê de tudo isso? É a pergunta que faço e cuja resposta me vem de imediato:

- A falta de paciência, a pressa, e a falta de bom senso das pessoas no cotidiano e no trânsito.

E penso comigo mesmo: “- Por que buzinam ao invés de frear?”.

Afinal, BUZINA NÃO PARA MOTOS, BUZINA NÃO PARA CARROS, BUZINA NÃO PARA ÔNIBUS...

E xingamentos não impedem acidentes.

Entendo a agitação e correria de uma grande cidade moderna, a pressa em chegar a reuniões, entregas, ou mesmo em casa após um dia cansativo de trabalho, bem como entendo o estresse do trânsito pesado nos horários de pico, e com esse pensamento preferem usar a buzina, pois frear e parar vai causar a perda de preciosos segundos do valioso tempo.

Ai então buzinam e xingam... Sem pensar que ao agir assim, e consequentemente colidir com outro veículo, atropelar um pedestre, poderá causar a perda de muitas horas, e quem sabe de alguns anos, e para alguns até do tempo restante de vida.


BUZINA NÃO PARA MOTOS, BUZINA NÃO PARA CARROS, BUZINA NÃO PARA ÔNIBUS.

Porém os freios salvam vidas, evitam acidentes, e garantem sua chega e a de outros, ao destino para poder atender aos compromissos, realizar as entregas ou aproveitar mais um dia ao lado daqueles a quem ama, vivo e em liberdade.

Basta que para isso os motociclistas e motoristas passem a agir como gostaria que outro motociclista ou motorista agisse com alguém da sua família, ao invés de buzinar e xingar, simplesmente use o freio, sorria, agradeça por ter conseguido parar a tempo e siga seu caminho, certo de que cumpriu a sua parte para FAZER UM TRÂNSITO MAIS SEGURO E COMPARTILHE ESSE BOM EXEMPLO.


J. Uanderley Vaz

Perito Judicial

Jornalista Independente MTE (antigo DRT) 0092372/SP